Luta Classista

outubro 30, 2008

Irmãos trabalhadores bolivianos são submetidos a trabalho escravo em São Paulo

Filed under: 1 — lutaclassista @ 6:50 pm

Governo não age contra as confecções que exploram trabalho escravo de bolivianos.

Governo também faz “vista grossa” aos grandes magazines que vendem as roupas produzidas, mas pune imigrantes.

Grandes magazines faturam superlucros às custas do trabalho escravo de bolivianos

Cadê a fiscalização do Estado que não coíbe o trabalho escravo em plena São Paulo? Estima-se em 300.000 o número de trabalhadores bolivianos que vivem na cidade de São Paulo atualmente. A maioria é submetida a trabalho escravo em confecções. Eles vêm para o Brasil, assediados por propostas mentirosas de melhores salários. Chegam ao país completamente endividados, devido aos gastos com passagem, alimentação e alojamento, com os chamados coiotes. Devido a esta situação, os imigrantes aceitam trabalhar sem receber salários, por até seis meses, sendo submetidos à cargas horárias extremamente extenuantes de até 17 horas, inclusive trabalhando todos os dias da semana sem folga.Esta grave situação tem sido ocultada e quando alguma denúncia aparece no monopólio da imprensa, a providência tomada por parte do Estado tem sido apenas a de multar as confecções e pequenas empresas que utilizam trabalho escravo, o que pouco afeta os empresários que sempre conseguem manobrar para isentar-se das multas.

Grandes magazines como a C&A, Riachuelo, Renner e Marisa, vendem roupas produzidas por essas confecções, não são fiscalizadas, nem tem qualquer punição por parte do Estado e abocanham altíssimos lucros através do trabalho escravo.

Os órgãos oficiais fingem que este problema não existe, pois atuam segundo os interesses dos grandes empresários do setor de vestuário, que têm altíssimos lucros. Quando resolvem mostrar algum serviço à sociedade, punem os imigrantes, determinando o prazo de oito dias para que eles deixem o país. Os grandes empresários por sua vez quando pagam algum salário, este não alcança nem mesmo 50% do salário mínimo brasileiro. Há casos em que os trabalhadores recebem por produção de no máximo R$0,30 (trinta centavos) por peça, enquanto estas são vendidas nas grandes magazines por um valor em torno de R$59,00. Além disso, as confecções sonegam todos os direitos trabalhistas tais como: folga semanal, férias, décimo terceiro salário, fundo de garantia, etc.

Apesar da grave situação dos trabalhadores imigrantes ser de amplo conhecimento, o trabalho precário e escravo continuam. Eles cumprem jornadas muito maiores do que permite a Lei (máximo de dez horas diárias) e muitos são obrigados a morar no próprio local de trabalho. São vários adultos e crianças alojados em um mesmo cômodo, muitas vezes sem ventilação, com fiação elétrica oferecendo riscos, dividindo espaço entre as máquinas e os tecidos.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, é crime reduzir uma pessoa à condição análoga à de escravo. Aquele trabalhador que é submetido a jornadas exaustivas, ou a condições degradantes e desumanas, ou que tem o seu direito de ir e vir negado porque ele tem uma dívida com o empregador, está caracterizado o crime e a pena prevista é de dois a oito anos de cadeia, além de multa.

Para mudar esta grave situação dos imigrantes, é preciso que os trabalhadores se organizem e se unam para reivindicar e lutar por seus direitos. Tais direitos não são diferentes dos direitos dos trabalhadores brasileiros. O valor da força de trabalho do trabalhador boliviano, chileno, equatoriano, peruano, etc., deve ser o mesmo da força de trabalho do brasileiro. A luta de todos nós trabalhadores é a mesma: por elevação dos salários, melhores condições de trabalho e pela emancipação da classe operária em aliança com os camponeses pobres. Apenas aos grandes burgueses e mafiosos, interessa a divisão dos trabalhadores em nacionalidades ou em grupos, setores, etc. Devemos nos unir contra todos estes exploradores e derrotá-los.

 

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