Luta Classista

outubro 30, 2008

Falsa reabilitação do INSS obriga volta ao serviço de trabalhador doente

Filed under: 1 — lutaclassista @ 6:32 pm

Determinada pelo governo FMI-Lula, a política do INSS é de exigir dos trabalhadores afastados a participação em cursos fajutos de “requalificação”, para mudá-los de função e obrigá-los a retornar ao serviço, mesmo incapacitados em sua função original.

É o caso do vigilante, Reginaldo Bispo da Silva, de 41 anos, que exercia a profissão há mais 18 anos na Prosegur, empresa transnacional de transporte de valores. Com rotina de trabalho estafante, cumpria de 16 à 18 horas diárias, sem nenhum intervalo para descanso

e/ou alimentação. Em entrevista, ele afirmou que os vigilantes almoçavam dentro do carro forte sem as mínimas condições de higiene e jantavam somente após chegarem em casa, ou seja, altas horas da noite.

Durante o período em que trabalhou na empresa, Reginaldo afirmou que era sempre escalado para trabalhar nos finais de semana e que os carros fortes não possuíam um sistema de ventilação adequado. Além disso, os veículos eram muito barulhentos e insalubres devido aos gases expelidos pelo motor que era no mesmo compartimento onde ficavam os vigilantes. “Os trabalhadores inalavam os gases o tempo todo, pois os motores não eram desligados por questões de segurança”. Com todos esses fatores, o trabalhador acabou por adoecer e foi afastado do serviço desde abril de 2003.

Com a imposição da requalificação, Reginaldo foi obrigado a voltar ao trabalho na função de chaveiro, no dia seis de julho de 2007. Acontece que essa função nem existe nos quadros de funcionários da empresa, que não o aceitou de volta e mandou um ofício ao INSS dizendo que o trabalhador não seria aproveitado em seu quadro de funcionários e recomendando a sua aposentadoria. O INSS negou o benefício e o trabalhador ficou sem receber da empresa e da instituição. Ele impetrou ação na justiça no dia 15 de outubro de 2007 e até hoje não resolveu nada.

De acordo com o coordenador Político do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte, Denílson Dornelles, existem mais de 2.000 rodoviários nessa situação e que estes estão sendo obrigados a voltar ao trabalho sem as mínimas condições de exercerem as suas atividades.

Esta é a política adotada pelos oportunistas do governo Lula/FMI que fazem de tudo para destruir os serviços públicos de saúde e de previdência com o objetivo de propiciar aos grandes burgueses e donos de bancos a exploração dos fundos de pensão e planos privados de previdência e saúde.

Os trabalhadores exigem uma Previdência Pública e um atendimento de saúde de qualidade!

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