Luta Classista

outubro 30, 2008

Abaixo a criminalização do movimento camponês

Filed under: 1 — lutaclassista @ 5:26 pm

Rondônia e Pará: massacre, torturas e assassinatos de camponeses

Camponês Gerolino Nogueira de Souza, 56 anos, acorrentado pelos pés e mãos, por 10 dias, no Hospital João Paulo II, em Porto Velho, Rondônia

Governadora do Pará, Ana Júlia - PT ordenou a “Operação Terror no Campo” que persegue, tortura e encobre assassinatos de camponeses perpetrados pelo latifúndio

Uma onda de ataques da imprensa reacionária, encabeçada pela revista “IstoÉ” e jornal “Estadão do Norte”, tentou isolar a Liga dos Camponeses Pobres, vinculá-la com guerrilhas das FARC, para criminalizar a organização combativa dos camponeses e intensificar a repressão do Estado. O dedo do latifúndio e do governador quadrilheiro de Rondônia, Ivo Cassol, está por trás da trama.

 

No sul do Pará, desde janeiro deste ano, foram assassinados 9 camponeses, sendo que a maioria participou da tomada da Fazenda Forkilha. Esses assassinatos são conseqüência da operação “Terror no campo”, chefiada pela governadora Ana Júlia (PT) e desencadeada desde novembro de 2007.

Por todo o país ocorrem violentas operações policiais de despejo, determinadas pela justiça do latifúndio e apoio dos governos estaduais e federal. Mas os camponeses não param de lutar.

No dia 09 de setembro, a polícia militar ambiental de Rondônia em conjunto com pistoleiros fardados, prendeu e levou os camponeses para a sede da fazenda Mutum onde eles foram torturados e depois levados, sem nenhum julgamento, para o famigerado presídio Urso Branco. As torturas teriam sido comandadas pelo major Josenildo Nascimento da polícia ambiental. Barbaramente agredido pela PM e pistoleiros, o companheiro Gerolino Nogueira de Souza, de 56 anos de idade foi internado no Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Lá ele ficou acorrentado pelos pés e pelas mãos por dez dias, não recebeu tratamento médico adequado, vigiado por policiais e proibido de receber visitas. O único que esteve com ele foi um membro do Núcleo de Advogados do Povo – NAP, Dr. Ermógenes Jacinto. Os camponeses ficaram ilegalmente trancafiados durante mais de vinte dias na masmora medieval e centro de torturas Urso Branco.

Estas situações são demonstrações de como os governos do bandido Ivo Cassol, Ana Júlia, Lula e demais governos estaduais criminaliza a justa luta pela terra e trata os camponeses pior do que animais. Suas lideranças combativas são arbitrariamente presas e jogadas em presídios que são verdadeiras masmorras medievais. Já os bandidos ricos, milionários do tipo Daniel Dantas, não podem ser presos, sequer algemados. Bandidos e assassinos latifundiários estão completamente impunes.

Exigimos fim das perseguições e a libertação imediata de todos os camponeses presos no país!

Punição para os latifundiários e policiais assassinos!

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