Luta Classista

setembro 19, 2007

O velho Estado burocrático e seus gerentes oportunistas X As lutas combativas das massas

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Nos últimos anos, um mesmo fenômeno se repete em todos os países da América Latina. Afora algumas particularidades, a auto-proclamada “nova esquerda”, oportunista eleitoreira tem chegado à gerência do velho Estado em muitos países.

Kirchner na Argentina, Tabaré Vasques no Uruguai, Michelle Bachelet no Chile, Rafael Correa no Equador, Daniel Ortega na Nicarágua, Hugo Chávez na Venezuela e Evo Moralez na Bolívia. Todos representam uma mesma tendência oportunista do reformismo burguês, apenas com nuanças particulares em cada país. Falam de “revolução pacífica”, de “desenvolvimentismo”, de “bolivarianismo”, de “desenvolvimento sustentável”, de “capitalismo andino”, e etc., predicando um antiimperialismo meramente de boca.

Enquanto os analistas burgueses caracterizam estes fatos como uma “viragem à esquerda na América Latina”, a Liga Operária afirma que a chegada do oportunismo à gerência do velho Estado – ainda que conte com espaços de manobra, através de medidas assistencialistas, corporativistas e populistas – representa as últimas cartadas do imperialismo e seus lacaios. As gerências oportunistas na América Latina cumprem apenas uma etapa da estratégia do imperialismo no continente, antes de se passar aos velhos recursos de sua salvação, os regimes militares fascistas e sanguinárias, como meio para conter os inevitáveis levantamentos de massas e manter seu sistema de dominação e exploração.

CRESCE O PROTESTO POPULAR EM TODA A AMÉRICA LATINA

Cresce o protesto popular

Os últimos dez anos foram marcados por uma série de movimentos massivos e rebeliões populares na América Latina.

Argentina

No início dos anos de 2000 ocorre o crack econômico na Argentina. Milhares de pessoas foram às ruas em um grande protesto que teve seu epicentro na capital Buenos Aires e levou à deposição sucessiva de presidentes. As massas de desempregados tomaram as principais rodovias do país, operários tomaram fábricas falidas e assumiram seu controle. Assembléias Populares foram constituídas por todo o país.

Equador

No Equador, as massas indígenas desceram amotinaram-se na capital Quito, juntando se aos trabalhadores da cidade, entraram em confronto com as forças repressivas durante dias seguidos, colocando abaixo o governo e criando um governo popular provisório.

Operários mineiros: Vanguarda do protesto popular na Bol�via

Paraguai

No Paraguai, um vigoroso movimento camponês se levantou em defesa de preços justos para sua produção e de políticas de proteção da produção nacional, bem como de luta de tomadas de terras contra os latifúndios.

Colômbia

Na Colômbia, prossegue a luta armada que há mais de 40 anos se desenvolve no país. São frustradas as sucessivas e milionárias estratégias do imperialismo ianque para tentar derrotar a guerrilha.

Peru

No Peru, levantamentos populares contra a miséria, o desemprego, as políticas de privatização e a corrupção seguem crescendo. Professores se mobilizam em todo o país, os estudantes retomam suas lutas, greves operárias começam a eclodir e a luta camponesa avança.

Chile

No Chile, desde 2003 sucedem-se as convulsões estudantis, principalmente na capital Santiago, onde milhares estudantes ocuparam as Universidades e tomaram as ruas da capital exigindo mais recursos para a educação.

México

Recentemente no México, em Juarez, a capital do estado de Oaxaca, as massas se levantaram em rebelião e estabeleceram um poder paralelo numa prolongada jornada de enfrentamentos contra a repressão e operativos de inteligência do Estado. Manifestações gigantescas têm sacudido o país contra as fraudes das eleições.

Cuba

O combativo povo cubano segue resistindo às provocações e campanhas de terror do imperialismo ianque numa mobilização permanente.

Brasil

No Brasil, após 5 anos de gerência oportunista, multiplicam-se os protestos em todo o país. Greves de servidores públicos, professores, operários, estudantes. Recentemente, ocupações nas reitorias das principais universidades federais do país. A USP – Universidade de São Paulo, menina dos olhos da burguesia paulista, teve sua reitoria ocupada por dois meses e a política privatista do governo FMI-Lula-José Serra foi desmascarada. Greve no metrô de São Paulo, dos funcionários da Saúde no Ceará, mobilizações contra as “reformas” Sindical, Trabalhista, Previdenciária, Tributária e Universitária. O movimento Sindical Classista resiste e luta, desmascarando o sindicalismo de Estado das Centrais governistas CUT e Força Sindical.

Camponeses tomam a terra em todo o Brasil. O Estado genocida, intensifica a repressão contra o movimento camponês combativo, contra as organizações de luta e contra as massas do campo e cidade.

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