Luta Classista

setembro 19, 2007

Joaquim Celso de Lima: combatente da classe operária

Filed under: Sem categoria — lutaclassista @ 4:10 pm

Na manhã do dia 24 de junho deste ano, faleceu o companheiro Joaquim Celso de Lima. Joaquim era veterano combatente da classe operária e provado comunista.

Nasceu no município de Lins, interior de São Paulo e criou-se no trabalho duro no campo. Durante sua vida, trabalhou em vários ofícios: ferroviário, padeiro, operário fabril e na construção civil, e era um exímio eletricista.

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Integrou às fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCB) quando vivia em Porto Alegre. Lá, foi designado para construir o partido entre os trabalhadores das minas de carvão no interior do Rio Grande do Sul.

Em 1962 companheiro Joaquim integrou a fração que, sustentando a linha revolucionária, levou à cisão com os revisionistas do PC brasileiro e reorganizou o Partido Comunista do Brasil.

Posteriormente, dado às suas qualidades de militante simples, dedicado e sempre de prontidão para cumprir as tarefas do Partido, Joaquim foi convocado pelo Comitê Central do Partido para a importante tarefa de zelar pela casa de segurança (local das reuniões clandestinas do Comitê Central), sendo ainda o motorista que conduzia os dirigentes do Partido.

Ele cumpriu com zelo as suas tarefas até ser preso ao final de uma reunião do Comitê Central em dezembro de 1976, quando a polícia localizou a casa onde acontecia a reunião e assassinou os principais dirigentes do Partido, episódio que ficou conhecido como “Massacre da Lapa”. Neste trágico acontecimento, foram assassinados os dirigentes comunistas Pedro Pomar, Ângelo Arroio e João Batista Drummond. Preso, Joaquim foi brutalmente torturado e teve firme comportamento.

Já em liberdade, Jaque, como era conhecido por seus camaradas de Partido nos anos de 1970, voltou a trabalhar como eletricista e também na lavoura. Joaquim foi expulso do PCdoB em 1979, o que respondia orgulhoso por não compartilhar com a política traidora que a direção de Amazonas conduzira à liquidação do PCdoB enquanto partido revolucionário.

Mesmo sem uma organização, seguiu militando nos círculos da oposição metalúrgica em São Paulo. Nos anos de 1980, não acreditando numa militância isolada e na expectativa de que o PT pudesse representar uma frente política revolucionária, ajudou a organizar comitês no interior de São Paulo. Militância da qual logo se afastaria por confirmar que esta organização não tinha qualquer compromisso com a classe operária e com a luta de libertação do povo brasileiro.

Nos últimos anos de sua vida, Joaquim Celso integrou o núcleo da Liga Operária em São Paulo, sendo estes de intensa atividade e luta ideológica, retomando seus velhos contatos, fazendo outros novos. Ele estava de fato, reconstituindo os fios invisíveis das ligações indestrutíveis do proletariado em nosso país, e como ele mesmo dizia “cumprindo o ofício que mais sabia”, contribuir na construção da vanguarda do proletariado, lutando pela reconstituição do verdadeiro Partido Comunista em nosso país.

Ele seguia trabalhando e militando. A última participação dele em atividades da Liga foi durante a manifestação do 1º de maio classista de 2007 realizado em Belo Horizonte e convocado pela Liga Operária. Ele estava na linha de frente do protesto, sustentando com firmeza a bandeira vermelha da sua organização.

Saudações combatentes ao grande companheiro Joaquim Celso de Lima!

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