Luta Classista

setembro 19, 2007

Estado genocida sucateia a saúde pública e ataca direito de greve

Filed under: Sem categoria — lutaclassista @ 4:25 pm

No mês de agosto, os funcionários da saúde pública do Nordeste entraram em greve. As paralisações começaram no estado do Alagoas e rapidamente alastraram-se por várias cidades e outros estados da região.

Bastou começar o movimento grevista para a imprensa burguesa, em sua costumeira histeria contra os trabalhadores em luta, torcer os fatos na tentativa de jogar a responsabilidade pelas péssimas condições da saúde pública nos costas dos trabalhadores da saúde (médicos, enfermeiros e outros).

O movimento grevista reivindicava principalmente a melhoria da infra-estrutura das unidades de saúde e aumento salarial. Os trabalhadores da saúde são obrigados a trabalhar recebendo salários muito abaixo do estabelecido pelo piso nacional da categoria e, quando morre alguém, como foi o caso trágico da morte dos 11 bebês na Maternidade Hildete Falcão em Aracajú, a culpa é atribuída aos médicos.

Os piores salários do setor da saúde pública estão nos estados do Nordeste. O SUS paga o valor absurdo de R$ 7,00 reais por consulta. Sergipe é o estado nordestino que paga o salário mais baixo à categoria. Neste estado o salário médio é de R$ 750,00 reais. Na Paraíba, a média salarial do médico é R$ 1.050.

Quando estoura uma greve, o governo, através da justiça e com o concurso desta imprensa venal, vem falar de “serviços essenciais”. Atacam o justo direito de greve dos trabalhadores, imputando-lhes a vil acusação de culpa pela morte de pacientes. Mas a verdade é que o movimento grevista na saúde escancara o abandono e desprezo com que o governo trata a saúde pública. Quem é responsável e culpado pela morte de milhares de brasileiros é este Estado genocida, gerenciado agora por este demagogo que tenta com a bolsa-esmola encobrir o estado de miséria e abandono em que vivem dezenas de milhões de brasileiros.

Os trabalhadores são considerados “serviços essenciais” só na hora de prestar serviços, mas quanto às suas condições de trabalho e salário, são tratados como criminosos ao utilizarem seu sagrado direito de protesto e de greve. Na verdade, todos estes ataques contra os trabalhadores e o direito de greve partem de uma campanha, em que a classe patronal fez suas exigências, e Lula já se prontificou a contemplá-las, contando para isto com toda este alarde realizado pela imprensa burguesa.

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