Luta Classista

setembro 19, 2007

GREVE GERAL CONTRA O FIM DA CLT, DA PREVIDÊNCIA E CONTRA A CORRUPÇÃO – Editorial

Filed under: Sem categoria — lutaclassista @ 4:28 pm

Uma nova onda se levanta. As lutas salariais e os protestos populares que se avolumam no país, somando-se à incansável luta dos camponeses pobres pela terra. Greves e vaias a autoridades do velho Estado se multiplicam. Os trabalhadores expressam a revolta contra a opressão e o violento arrocho salarial a que estão submetidos. Aqui e ali, expressam o descontentamento com a política que privilegia o grande capital, o latifúndio e os interesses imperialistas, causadores da miséria, desemprego e exploração dos que trabalham, até a última gota de suor dos que trabalham. Durante a solenidade de abertura dos jogos do PAN, no Rio de Janeiro, seis monumentais vaias constrangeram e impediram o gerente Luiz Inácio de pronunciar o seu costumeiro discurso demagógico. No Maracanã não funcionou o esquema prévio e as claques sempre montadas pelo governo para evitar as vaias e aplaudi-lo.

Manifestação do 1º de Maio Classita

 

 

As paralisações explodem em várias partes do país. São greves de metroviários, professores, servidores públicos, médicos, rodoviários, operários da construção e vários outros setores da classe mostrando o seu protesto. Prova de que um novo auge de lutas está em curso é o ódio com que os governos reprimem as greves e a histeria com que a imprensa reacionária ataca o direito de greve e os movimentos populares. O bloqueio da verdade e a manipulação feita pela imprensa burguesa (jornais, rádio e televisão) não consegue esconder o crescente descontentamento popular.

 

Por sua vez, o governo serviçal do FMI-Banco Mundial e da patronal ameaça os trabalhadores com a adoção de uma legislação ainda mais restritiva do direito de greve; um corrupto e desmoralizado congresso não perde tempo em homologar as medidas fascistas contra os direitos de organização dos trabalhadores. Nem isto nem nada consegue deter a disposição de combate das massas. Nem mesmo a ação das traidoras, pelegas e governistas centrais (CUT, CGT, etc.) e as jogadas feitas por todos oportunistas que impõem uma camisa de força sobre as massas, obrigando-as a se debaterem em meio a mil dificuldades para levar à frente as suas lutas.

 

Inclusive o desmascaramento de todo tipo de oportunismo, tão necessário para liberar as energias combativas das massas, está em andamento. Exemplo disso foi a recente greve dos metroviários de São Paulo, decidida pela maioria esmagadora dos trabalhadores e imposta à direção pelega do Sindicato cutista(Pecedobê e PT). Diante das ameaças fascistas do governo, da justiça e do cerco da imprensa burguesa, para acabar com a greve, tanto a diretoria cutista pelega do Sindicato quanto a oposição oficial (Conlutas) fizeram de tudo para intimidar as massas para retornarem ao trabalho. Descabeçada e traída pela direção cutista a greve terminou em meio da revolta geral dos metroviários.

 

Os trabalhadores resistem, mas de golpe em golpe, e da forma mais dissimulada possível, o governo FMI-Lula vai colocando em prática as chamadas “reformas” trabalhista, sindical, universitária, previdenciária e tributária. Lula brinda as cúpulas sindicais pelegas e governistas com o reconhecimento das centrais, destina-lhes 10% do imposto sindical (mais de 50 milhões de reais); no mesmo dia em que edita medida provisória regulamentando o trabalho aos domingos e feriados no comércio, impondo mais exploração aos trabalhadores do setor. Várias medidas já foram implementadas na área da previdência, dificultando o acesso aos benefícios para os trabalhadores e arrochando aposentados, pensionistas e afastados. Está em curso a destruição da previdência pública e junto com os empresários o governo de turno ataca os parcos direitos que os trabalhadores ainda têm, fruto de décadas de lutas e assegurados na CLT. Reina um verdadeiro caos na saúde pública, pobres morrem à míngua sem atendimento nos postos de saúde e hospitais, restringe-se o direito a educação, a carga de impostos pesa sobre as costas do povo e o governo junto com o Congresso prepara ainda mais medidas antioperárias para pôr em vigor.

 

Os recentes desastres aéreos, desastres nas ferrovias, as constantes mortes nas deterioradas rodovias, o massacre de pobres perpetrado pela policia nas favelas, nos presídios e delegacias (como as dezenas de pessoas assassinadas pela PM nas favelas do Rio de Janeiro e em todas periferias pobres do país, os 25 presos trucidados e carbonizados na cadeia de Ponte Nova, interior de Minas) os ataques e assassinatos de camponeses pobres, os freqüentes e sempre impunes escândalos de corrupção de políticos e grandes empresários, são demonstrações da grave crise social, política, econômica e moral, a que o Brasil está submetido e da política de extermínio e de rapina que é posta em prática. Usando de mentiras e demagogias, o governo FMI-Lula faz a defesa do lucro máximo para as grandes corporações e de repressão sobre o povo. Nunca os banqueiros e corporações estrangeiras tiveram tanto lucro no Brasil, como agora.

 

A crise política atual que envolve o presidente do Senado, nada mais é que a continuação da crise de todo o sistema de governo, crise que não pode ser superada nos marcos do sistema vigente, senão que, apenas contornada temporariamente. Assim tem sido décadas a fio. As classes dominantes do País estão profundamente divididas em função dos interesses econômicos de suas frações que se refletem nas brigas pelo controle do aparelho do Estado. Oposição oficial e situação defendem a mesma política de exploração do povo e de rapina da nação pelo imperialismo. Só que a oposição expressa a vontade de uma parte da burguesia e do latifúndio que quer arrancar o couro do povo muito mais rápido e sem a demagogia das bolsas-esmola. Todos estes acontecimentos são combustíveis para crise política, econômica, social e moral em que se afunda o País. Enquanto as massas exploradas não intervirem de forma organizadas e independentes de todos estes partidos eleitoreiros oportunistas no cenário político através de suas lutas combativas, a crise seguirá junto com a miséria e o engano do povo.

 

Está na ordem do dia, portanto, a necessidade de uma grande campanha de agitação para a mobilização e união de todos os trabalhadores, através de planos concretos de ação, na construção da GREVE GERAL. De forjar uma poderosa aliança operário-camponesa-estudantil para contrapor as essas nefastas políticas antioperárias, antipovo e antinacionais de Lula-FMI e impulsionar a Revolução Agrária. A cada dia fica mais evidente para todos que as eleições no País são uma farsa e não resolve nada para o povo. Que só a luta classista e combativa pode resolver nossos problemas. O momento é de unificar as lutas e bater de frente contra esse governo de exploração e repressão, desmascarar esta farsa de democracia e lutarmos por uma nova e verdadeira democracia, popular e revolucionária.

 

Abaixo o governo de turno de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo!

 

Abaixo os pelegos, traidores e todos os oportunistas!

 

 

 

Forjar a aliança operário-camponesa!

 

 

 

Impulsionar a revolução agrária!

 

 

 

Preparar a GREVE GERAL!

 

 

 

Viva a luta classista, combativa, popular e revolucionária!

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